O Honda Civic e Velozes e Furiosos

Por Tiago Viegas

O lançamento de Velozes e Furiosos em 22 de junho de 2001 foi fundamental não só para lançar o então jovem Paul Walker ao estrelato, como deu novo fôlego a outro personagem icônico do filme: o
automóvel Honda Civic.

Enquanto a história do filme dirigido por Rob Cohen começava a ganhar forma nos primeiros minutos de ação, a gangue de corridas de rua liderada por Dominic Toretto (Vin Diesel) apresentava ao público as máquinas que eram utilizadas para cometer roubos a caminhões de carga, com o intuito de fomentar o vício por velocidade e manter a frota de carros tunados usados nas disputas ilegais de arrancadas.

Os carros pretos, equipados com sistemas de óxido nitroso e luzes de neon verdes no assoalho, iluminando o asfalto, eram levados a manobras inesquecíveis e rapidamente viraram febre na comunidade dos entusiastas de veículos customizados. Em vários momentos da trama, as máquinas  nipônicas voltam a aparecer e no final, a trupe protagoniza mais cenas fundamentais e de tirar o fôlego.

Retratado na película na 6ª geração, o carro dos sonhos da trupe Velozes e Furiosos ganharia contornos de máquina esportiva com a versão Si, que em 2007 foi objeto de desejo no mercado brasileiro, principalmente dos fãs de velocidade. Com motor 2.0 16V e 192cv, o veículo se tornava a referência de desempenho da época no Brasil.


foto: http://revista.webmotors.com.br

Pois eis que quase uma década após a ausência de uma nova designação, surge uma nova versão do esportivo. Desta vez, o modelo top de linha vem ainda mais nervoso. Com motor 2.4 aspirado e 206cv, apresenta ainda mais agressividade com uma carroceria coupé e extremo prazer para quem o pilota. Como se isso não bastasse o benefício, o preço do Honda Civic Si o coloca na concorrência de carros como seu concorrente direto, o Golf GTI, bem como o Audi A3 sedan (versão 1.8) e BMW 320i.


foto: http://revista.webmotors.com.br
Após o sucesso estrondoso de Velozes e Furiosos, tomados pelas belas referências do blockbuster e pela necessidade de velocidade, muitos jovens criaram verdadeiro fascínio pelo modelo que viria a se tornar a referência de esportividade entre os carros oferecidos pelas montadoras instaladas no país. Contudo, a admiração pelo Civic vai além da mera aquisição de um carrão e muito menos refere-se à ostentação.

É a ideia de tomar parte de uma fantasia, de ter um carro com igual ao do filme para poder passear a noite pelas ruas da cidade na busca por seus semelhantes e fazer parte de uma “turma do Toretto”. A forte identificação com a franquia cinematográfica não tem apenas o ídolo falecido tragicamente, mas um objeto e cuja marca registrada se tornou o sonho de consumo de seus fãs.

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